Quem doa se aperfeiçoa

A SALVAÇÃO E O REINO DOS CÉUS, GRAÇA E GALARDÃO A LUZ DA BÍBLIA.

 

Estudo retirado do livro: A visão dos Vencedores.

Autor: Pastor Aluísio A. Silva (Igreja Videira em Goiânia).

Editora: Vinha.

Grifos por Ivan Rodrigues e equipe Doadores de Vida (Igreja Videira da Zona Sul de São Paulo).

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“É fundamental entendermos a diferença entre ser salvo e ser recompensado com o galardão do reino. Muitos se contentam apenas com a salvação, mas ela é apenas a porta de entrada e, uma vez que a ultrapassamos o Senhor deseja que prossigamos até receber o reino.”

 

APRESENTAÇÃO

A Palavra diz que haverá um dia em que todos comparecerão diante do Trono de Deus para serem julgados. Cada crente receberá segundo o bem ou o mau que tiver feito por meio do Corpo.

Para uns será um dia glorioso, memorável. No entanto, a Bíblia diz que para outros, será um dia de trevas, choro e ranger de dentes.

Imagine você gastar todos os dias de sua vida fazendo algo que supõe ser agradável a Deus e, ao chegar à glória, ouvir publicamente:

“Servo mau e negligente, aparte-se de mim, porque eu não te conheço!”. Mt 25:26

 

Esteja entre os que conhecem a vontade do Pai, subjugam seus corpos, combatem o bom combate e guardam a fé para, naquele Dia, ouvir do Senhor:

“Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do Teu Senhor”. Mt 25:21

 

Este livro é um convite a todos que têm o objetivo de edificar algo sólido, concreto no reino de Deus, por meio de uma vida cheia do Espírito, frutífera e plena. O caminho passa pela cruz e o alvo é a recompensa do reino. Seja um vencedor!

 

INTRODUÇÃO

Houve três grupos de pessoas que se relacionaram com Jesus, quando Ele esteve aqui na Terra: a multidão, os seguidores ocasionais e os discípulos.

O primeiro grupo foi a multidão. Jesus amava as multidões. O Senhor as ensinou, curou os seus enfermos, deu vista aos cegos, expulsou os demônios, alimentou os famintos com peixe e pão. Entretanto, não foi com esses que o Senhor gastou a maior parte do Seu tempo, nem tampouco foram esses quem receberam os Seus preciosos ensinos. Multidão vai e vem. Os que de fato têm um encargo, um compromisso com o reino de Deus, não são muitos.

Entre os que estiveram com o Senhor, há também os seguidores ocasionais - não são nem multidão, nem discípulos. Podemos vê-los nos Evangelhos, ilustrados por pessoas como Nicodemos, José de Arimatéia, o jovem rico. Eles queriam o ensino de Jesus e até o praticavam, ainda que a certa distância. Não apresentavam o descaso da multidão, mas não possuíam o compromisso do discípulo.

A prioridade do Senhor sempre foi os Seus discípulos. Com esses, Jesus passou a maior parte do tempo de Seu ministério. Os discípulos são quem de fato respondem ao chamado, ao encargo do centro do coração de Deus, que têm realmente um compromisso com o reino. Por essa razão, o reino do Senhor na Terra será estabelecido com os discípulos. Hoje, dentro da igreja, vemos da mesma forma esses três tipos de pessoas.

Há pouco tempo, estava pregando numa conferência de líderes e pastores em São Paulo e, na ocasião, estava acontecendo uma grande feira para consumidores cristãos. Por um lado, é maravilhoso ver como tem crescido o movimento evangélico, a grande variedade de produtos, o grande público consumidor. Não há nada de errado nisso. Entretanto, enquanto caminhava pelo meio da feira, meu espírito teve uma forte impressão, eu senti o quanto há palha misturada com o ouro. Há muita madeira, palha e feno, mas pouco ouro, prata e pedras preciosas.

Nestes dias, tenho clamado diante de Deus para que possamos edificar algo real e consistente. Ainda que aos olhos naturais pareça pouco, meu clamor é que a obra que temos edificado seja sólida como o ouro, a prata e a pedra preciosa. Que Deus nos livre de perder a Visão do Coração de Deus no decorrer dos anos, e venhamos a ser embriagados pela influência do mundo, pelo poder e pela bajulação de poderosos. O Espírito Santo é quem deve mover em nossas vidas.

Quando falamos da verdade dos vencedores, estamos indo contra a correnteza. A verdade que temos ensinado e insistido. Não é o que se fala na maioria das igrejas. Nem todos possuem um coração incendiado com a disposição de pagar o preço para que algo aconteça. Talvez, ao ler este livro, você se depare com fatos que irão confrontar seu ministério. Nosso intuito é esquadrinhar a Palavra, a fim de conhecermos mais a vontade e o propósito de Deus.

“Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei o fundamento como prudente construtor; e outro edifica sobre ele. Porém cada um veja como edifica. Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo. Contudo se o que alguém edifica sobre o fundamento é ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, manifesta se tornará a obra de cada um; pois o Dia a demonstrará, porque está sendo revelada pelo fogo; e qual seja a obra de cada um o próprio fogo o provará. Se permanecer a obra de alguém que sobre o fundamento edificou, esse receberá galardão; se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele dano; mas esse mesmo será salvo, todavia, como que através do fogo.” (1Co 3.10-15).

O alicerce, o fundamento da Igreja, é o Senhor Jesus. Todavia, nos foi dada a liberdade de escolha quanto ao material para se edificar. Há líderes que estão gastando uma vida inteira edificando algo que é para Deus, que está sobre o fundamento, que é Cristo, mas com madeira, feno e palha. Naquele Dia, o Senhor dirá: “Filho, eu vou testar a sua obra. O teste é o fogo. Se ela passar, ficará; se não passar, você não receberá recompensa alguma!”. O fogo irá queimar toda a obra que não foi edificada com material aprovado por Deus.

Não é pelo quanto fazemos que seremos recompensados. O Senhor não está olhando se somos úteis, mas se somos preciosos. Não fomos criados para fazer coisas, mas para gerar filhos para Deus.

Um alvo específico em minha vida é que o Senhor me dê a graça de edificar algo genuinamente d’Ele. Não estamos fazendo um movimento, uma agitação. Movimentos e agitações são fáceis de fazer. Não é difícil ajuntar uma multidão de pessoas em função de um evento. Não quero terminar meus dias com a sensação de ter feito apenas um grande movimento. Este livro é um convite para todos que têm o objetivo de edificar algo sólido, concreto no reino de Deus.

Nosso encargo é edificar uma igreja de vencedores e não uma igreja de multidão, simplesmente. Nós queremos ganhar uma multidão de almas para o Senhor. Contudo, nosso intuito é que cada membro se torne um discípulo. Não queremos simplesmente membros. Membros qualquer clube tem. Mas a Igreja é edificada com discípulos. O propósito de Deus é que sejamos vencedores como o Seu amado Filho.

É isso o que faz de nós vencedores: comprometimento até o último ponto. Queremos pessoas que entendam o chamado de Deus para suas vidas, sendo ministros totalmente envolvidos com o reino.

Que o Senhor nos leve a ser virgens prudentes, que andam com o azeite sobrando em suas vasilhas; servos fiéis, que multiplicam os talentos; servos bons, que alimentam e sustentam todos os que nos têm sido confiados. Que possamos combater o bom combate, completar a carreira e guardar a fé.

Minha oração é para que o Espírito Santo aumente de forma sobrenatural sua fome, seu desespero pela volta do Senhor, pela manifestação do Seu reino e que, a partir de hoje, você esteja completamente comprometido com a visão de ser e fazer, daqueles que estão ao seu lado, vencedores.

 

O REINO

 

Para compreendermos apropriadamente a visão dos vencedores, precisamos verificar alguns conceitos fundamentais. Um deles é que há diferença entre salvação e galardão. O galardão é a recompensa dos crentes. Qual a diferença entre ser salvo e receber recompensa? A salvação relaciona-se com a vida eterna, contudo, o galardão virá no tempo em que o Senhor distribuirá a recompensa para os servos que foram fiéis. Alcança-se a salvação pela graça, mediante a fé, não por obras. A recompensa, por outro lado, depende do mérito.

Suponhamos que eu seja um homem muito rico, dono de uma escola, e você uma pessoa ignorante e pobre, mas que deseja estudar e aprender. Então me proponho a pagar seus estudos e para tantos quantos queiram estudar. A matrícula é de graça, bem como o restante que você necessita para estudar, tudo é grátis. Isso é a salvação. Jesus era muito rico e pagou para você entrar na escola. A matrícula é a salvação, as mensalidades estão pagas, você não necessita desembolsar mais nada, está tudo pago. Jesus já pagou o preço.

Apesar disso, seu diploma não é de graça. É preciso estudar. Quem pagou a escola pode estudar no seu lugar? É necessário trabalhar muito e suar a camisa. Se você for aprovado no exame final, então estará apto a receber o diploma. A matrícula foi de graça, mas o diploma custa caro. A salvação é a matrícula, por meio dela, todos entramos na escola de Deus, mas o diploma é o reino, a recompensa. Alguns querem apenas ficar na escola, porque gostam da comunhão dos alunos, do recreio, das aulas. Mas tudo isso deve ser consumado com boas notas. Muitos entram na escola, mas nem todos recebem o diploma. Muitos foram salvos, mas nem todos receberão a recompensa do reino.

Muitos são chamados, mas poucos escolhidos” Mt 22.14.

 

Quando morei fora tive um amigo que fazia faculdade havia dez anos. O visto dele era de estudante, por isso precisava estar matriculado para continuar.

no país. O alvo dele era só estudar, ele não queria se formar. Hoje, há muitas igrejas assim, estudam anos e anos. Não querem o diploma, querem apenas ficar estudando.

A salvação é a escola paga, tudo já foi pago, mas você agora deve trabalhar arduamente. Esse trabalho árduo é a qualificação para receber o diploma. Ao final, haverá uma avaliação e, se você não for aprovado, não receberá o diploma de servo bom e fiel.

Ninguém é expulso da escola por se sair mal na avaliação. Do mesmo modo, ninguém perderá a salvação se for reprovado. O que acontece com o aluno que não sai bem na avaliação? Repete o ano, ou fica para recuperação. O que será o Milênio então? A repetência. O problema é que são mil anos. Eu quero ser aprovado aqui.

A salvação se dá por meio de Cristo. Apenas pelo sangue do Cordeiro você pode ser lavado, perdoado e justificado. Quando somos pecadores, nosso alvo deve ser a salvação, porém, uma vez salvos, nosso alvo deve ser a recompensa. Preocupemo-nos hoje em receber o diploma ao final.

Se não houver clareza a respeito da diferença entre salvação e recompensa surgirá uma grande dificuldade para compreendermos certas partes da Bíblia. Há versículos que falam a respeito da recompensa e muitas pessoas os aplicam para a salvação. Fazendo isso incorrem em extremos. É por isso que alguns colocam a salvação como algo tão difícil e inatingível. Seria mais fácil fazer todas as penitências dos religiosos. A salvação, na verdade, é algo muito simples: basta crer com o coração e confessar com a boca que Jesus ressuscitou e é Senhor.

A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.

Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.

(Rm 10.9,10).

A recompensa, por outro lado, não é tão simples.

  1. O VENCEDOR

Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.” (Rm 8.37)

Se a recompensa é para os vencedores, então poderíamos concluir que todo crente será recompensado, porque todos são vencedores.

De fato é verdade. Mas precisamos compreender a diferença entre posição legal e posição experiencial. Legalmente somos mais que vencedores. Cristo nos garantiu a vitória. Porém, é possível que não vivamos isso em nossa experiência.

Posição legal é aquilo que é nosso por direito. Em Cristo Jesus, somos vencedores porque Ele já pagou o preço; morreu e ressuscitou; subjugou principados e potestades. Ele venceu e, porque estamos nEle, também somos vencedores. A posição dEle é a nossa.

Posição experiencial, porém, é tomar na experiência aquilo que já é verdade legalmente. É possível ser herdeiro legal de uma grande fortuna, e, na prática, viver na miséria absoluta. Alguns são filhos do Rei, mas vivem como se fossem escravos.

Charles H. Spurgeon (1834-1892). Famoso (pregador inglês, conhecido como “O príncipe dos pregadores”) conta que certa vez foi convidado para orar na casa de uma irmã idosa, muito humilde que já estava para partir e se encontrar com o Senhor. Quando Ele entrou na casa, ficou muito sensibilizado com a simplicidade do lugar, mas o que mais lhe chamou a atenção foi um quadro parecido com um diploma emoldurado na parede. Depois de orar pela irmã, gentilmente lhe perguntou o que era aquele quadro. Ela respondeu que havia trabalhado por muitos anos para uma senhora muito rica e, depois de sua morte, ela havia lhe deixado aquilo como lembrança. Ele pediu para olhar e levou aquele quadro a um advogado. Qual não foi a sua surpresa: aquele quadro era na verdade um documento de herança. Aquela pobre senhora era, na verdade, muito rica. Por ser analfabeta, não sabia o valor do documento e guardava-o como uma simples lembrança.

Essa história não produz uma sensação desconfortável? É doloroso pensar que podemos ser donos de uma grande fortuna e vivermos na completa miséria. Essa é a história de muitos crentes: são legalmente ricos, mas experiencial mente pobres. A parte de Deus é dar, mas a nossa parte é nos apropriar. Se não há apropriação, não há desfrute da herança. Vencedores são aqueles que já entraram na experiência e se apropriaram daquilo que é de todo crente por direito. Por isso, uma coisa é ser salvo, outra é ser vencedor.

Apesar de todo crente, nascido de novo, ser um vencedor legalmente, sabe-se que essa não é a experiência de todos. Há muitos crentes que vivem como derrotados. Um crente derrotado é salvo? A nossa salvação é uma questão de legalidade e não de experiência. Ela não depende de nossa vitória pessoal, mas da vitória do Senhor Jesus. Uma coisa é ser salvo; outra é ser vencedor. A salvação é o dom de Deus a todo que nEle crê; mas apenas o vencedor receberá a recompensa.

A salvação é pela fé, contudo, a recompensa é pelas obras que praticarmos diante de Deus.

“Digo, pois, que, durante o tempo em que o herdeiro é menor, em nada difere de escravo, posto que é ele senhor de tudo.” (GI 4.1).

 

            Há muitos crentes que, embora sejam filhos, em nada diferem do escravo. São donos de tudo, mas vivem como se não tivessem nada. Vencedores são todos os crentes que já entraram na experiência da herança. É possível perceber que ser um vencedor é uma questão de maturidade. Vencedores são maduros, derrotados vivem como crianças. Vencedores são espirituais, enquanto derrotados são carnais. A salvação é uma questão de estar em Cristo, mas o reino depende de Cristo estar em nós, vivendo a Sua vida e nos transmitindo o Seu caráter. Todos nós já temos a vitória legalmente sobre o diabo, a carne e o mundo, contudo nem todos a possuem de forma experiencial.

  1. A RECOMPENSA É O REINO

 

O tempo em que os crentes vencedores serão recompensados é chamado de reino, ou seja, é a recompensa dos crentes que entram na experiência da vitória.

O Sermão do Monte, em Mateus, cinco a sete, fala do reino dos céus. Esses ensinamentos do Senhor dizem-nos como o homem pode entrar no reino dos céus. Mateus repetidamente fala sobre a questão da recompensa. O reino dos céus é mencionado três vezes nas bem-aventuranças.

“Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. (…) Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. (…) Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus.” (Mt 5.3;10-12)

         Devemos reconhecer que a recompensa é o reino dos céus. Essas promessas mostram-nos que o reino dos céus é a recompensa de Deus. Não há diferença entre os dois. No Sermão do Monte, o Senhor mencionou essa questão muitas vezes, uma vez que diz respeito ao reino.

“Porque se amardes os que vos amam, que recompensa tendes?” (Mt 5.46).

 

“Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte, não tereis galardão junto de vosso Pai celeste.” (Mt 6.1)

 

“Quando, pois, deres esmola, não toques trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa.” (Mt 6.2)

“Para que a tua esmola fique em secreto; e teu Pai, que veem secreto,

“te recompensará.” (Mt 6.4)

 

“Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensar.” (Mt 6.6)

 

“Tu, porém, quando jejuares, unge a cabeça e lava o rosto com o fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu Pai, em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” (Mt 6.17,18)

         O assunto principal do Sermão do Monte é o reino dos céus. A questão da recompensa é mencionada nele com frequência porque o reino dos céus é a recompensa.

“Porque o Filho do homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um conforme as suas obras.” (Mt 16.27,28)

 

         Deus recompensará ou disciplinará uma pessoa salva de acordo com as suas obras. Há dois fatos aqui. Primeiro, o homem será recompensado de acordo com suas obras. E segundo, a recompensa será distribuída quando Cristo vier na glória de Seu Pai com Seus anjos. Será o tempo em que Ele estabelecerá Seu reino sobre a Terra. Portanto, somente quando o reino se iniciar é que a recompensa terá início.

“O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes, dizendo:

 O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo,

 e ele reinará pelos séculos dos séculos.” (Ap 11.15).

 

“Na verdade, as nações se enfureceram;

chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados.

os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos

 que temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes,

e para destruíres os que destroem a terra.” (Ap 11.18).

         Quando o Senhor tornar-se o Rei e o reino do mundo tornar se o reino de nosso Senhor e do Seu Cristo, então esse será o tempo para se dar a recompensa aos santos, aos pequenos e aos grandes. Em outras palavras, o tempo do reino é o tempo da recompensa. Quando o reino vier, a recompensa virá também. Sabe-se que a recompensa é a obtenção da coroa e do trono. Que é uma coroa? Não é simplesmente um chapéu esculpido em ouro e enfeitado com diamantes. Uma coroa representa algo. Representa uma posição no reino e a glória no reino. Quando alguém perde a coroa, perde o poder que ela representa. A coroa é o símbolo do reino.

“Pois quem é a nossa esperança, ou alegria, ou coroa em que exultamos, na presença de nosso Senhor Jesus em sua vinda? Não sois vós?” (lTs 2.19)

 

         Paulo disse:

“Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda.” (2Tm4.8)

         Paulo não queria ganhar nada para colocar na cabeça, ele sabia que a coroa era uma posição no reino. Para recebê-la, é necessário que o crente seja aprovado.

“Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança,a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam”. (Tg 1.12; IPe5.4)

         Jesus advertiu a igreja de Filadélfia contra o risco de se perder a coroa.

“Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.” (Ap 3.11).

 

            Assim como a coroa, o trono também é uma recompensa para os vencedores. O trono não é apenas uma cadeira grande adornada. Ele é um símbolo que representa uma posição: é a autoridade e a glória no reino. Quando se diz que o rei de determinado país perdeu o trono, na verdade, ele perdeu o seu reino. O trono e a coroa em si mesmos não são significativos, existem apenas para simbolizar o reino. Em outras palavras, a recompensa é o reino. A Bíblia mostra-nos claramente que a recompensa é simplesmente o reino.

A SALVAÇÃO E O REINO

 

É fundamental entendermos a diferença entre ser salvo e ser recompensado com o galardão do reino. Muitos se contentam apenas com a salvação, mas ela é apenas a porta de entrada e, uma vez que a ultrapassamos, o Senhor deseja que prossigamos até receber o reino.

A SALVAÇÃO NOS CHEGA PELA GRAÇA MEDIANTE A FÉ, O REINO É ADQUIRIDO PELAS OBRAS.

A salvação é uma dádiva. A Palavra do Senhor nunca ensina que ela pode ser adquirida pelas obras. Ela é gratuita. Ninguém pode comprá-la, por isso Jesus a comprou para nós. Devemos ser radicais com relação ao fato de a salvação ser pela graça e nada mais. A salvação não virá com confissão do nome do Senhor mais a quebra de maldição, ou confissão acompanhada da atitude de deixar de fumar, ou mudar de roupas, ou por qualquer outro meio. É um presente que nos chega pela graça, mediante a fé. É graça, unicamente graça.

O verdadeiro convite do Senhor é: “Venha do jeito que você estiver, mas venha!“. Ele não diz para primeiro nos lavarmos, ou primeiro mudarmos de vida. É o Senhor quem mudará a nossa vida. Esse é o Evangelho da graça, ou seja, é a provisão para a salvação.

“Ah! Todos vós, os que tendes sede, vinde às águas; e vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite.” (Is 55.1).

 

“O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida.” (Ap 22.17)

 

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Rm 6.23).

 

         Dom é igual a presente. A salvação é um presente, que nos é dado de graça. A única condição é que creiamos. Se crermos, então somos salvos.

“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” (Ef 2:8-9)

         A salvação acontece num instante. O nosso espírito regenera-se quando recebemos a vida eterna dentro de nós. A salvação é a porta de entrada.

“Se, com atua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação.” (Rm 10:9-10)

         A salvação diz respeito ao inferno, mas o ser vencedor aponta para a recompensa. Muitos estão preocupados apenas com o inferno. Uma vez que você é salvo, esqueça a questão do inferno. Não cremos em perda de salvação porque o Senhor disse:

“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome.” (Jo 1.12).

         Se tenho um filho, por mais que ele faça algo ruim, não deixará de ser meu filho.

 

E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as

arrebatará da minha mão.” Jo 10:28

 

            Compreendo que nem todos crêem dessa forma, porque há duas linhas teológicas a esse respeito: o arminianismo e o calvinismo. O arminiano ensina que a salvação depende de nós e que, se formos fiéis até o final, seremos salvos. O calvinista, por sua vez, prega que a salvação não depende de nós, é um dom de Deus. Se eu a recebi, estou salvo e Deus não a tomará de volta. Aparentemente essas linhas parecem contraditórias, mas pode haver um equilíbrio entre elas.

Ambas possuem respaldo bíblico, mas, ainda assim, geram problemas. O arminiano só vê a salvação, quase nunca vê a recompensa; normalmente, ele ensina que, se você vier a Jesus, ganhará uma recompensa no céu. O que não é verdade, ninguém ganhará recompensa por receber a Jesus como salvador. Não se pode pretender recompensa por ser salvo. Salvação é uma coisa, recompensa é outra. O arminiano equivoca-se nesse ponto. Eles também vivem angustiados porque cada vez que caem em pecado concluem que perderam a salvação. Contudo são crentes mais zelosos e comprometidos devido ao temor de virem a se perder se não forem suficientemente fiéis.

Para os calvinistas, porém, não há perda da salvação. Levam a soberania de Deus a sério. E, já que não há perda da salvação, muitos vivem desleixadamente. Uma vez que Deus é soberano, eles concluem então que não precisam orar, jejuar e nem servir a Deus com mais zelo. Tornam-se aquele tipo crente de terceira categoria, ou seja, crentes mais mortos para as coisas de Deus. São crentes; todavia, não são vencedores.

Nossa ênfase é o equilíbrio entre a visão da graça e a das obras. Por um lado, você é salvo pela graça, por outro, para as obras. Assim, não será mais julgado com respeito à salvação; contudo, o será com relação à recompensa, por ter feito ou não obras que merecem a aprovação de Deus.

O calvinismo é positivo porque ensina uma verdade: a salvação pela graça é um presente que não se perde. Enquanto o arminianismo é bom porque prega o comprometimento, a seriedade para com Deus, a vigilância e a oração, mesmo que tudo isso seja por receio de ir para o inferno. As duas linhas teológicas, na verdade, são os dois lados da mesma moeda, precisamos equilibrá-las. A salvação é pela graça mediante a fé, enquanto o reino depende de nossas obras depois que somos salvos. Há pregadores que dizem que, se você vier a Jesus, ganhará uma coroa no céu. Isso definitivamente está em desacordo com a Palavra de Deus. Ninguém receberá uma coroa simplesmente por ser salvo. É preciso ter obras. Nós somos salvos pela graça para as obras. Jesus disse:

“Eu sou aquele que sonda mente e corações, e vos darei a cada um,

segundo as vossas obras. “(Ap 2.23)

         Se a salvação é adquirida inteiramente pela graça mediante a fé, como será adquirido o reino? Cumprindo-se as condições de Deus ligadas à fidelidade, santidade e perseverança. Jesus disse no Sermão do Monte:

“Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.“ (Mt 5.3)

            Já mostramos que a salvação é de graça, assim não precisamos ter alguma virtude especial para sermos salvos. Você acredita que existe algum pecador virtuoso? Todo pecador é miserável, arrogante e soberbo. Mas, se ele creu com o coração e confessou com a boca, é salvo. Por outro lado, Jesus disse que, para herdar o reino, é preciso ser humilde e negar a si mesmo.

Também não há necessidade de ser perseguido para ser salvo. Mas, para receber a recompensa de reinar com o Senhor, algumas vezes você será perseguido por causa da justiça, porque Jesus disse:

“Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.” (Mt 5.10)

 

“Se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus.” (Mt 5.20)

 

         Se você pensa que, para ser salvo, precisa ser mais santo do que um fariseu, está com sérios problemas. Provavelmente, poucos de nós entraríamos no céu. Do ponto de vista externo, o fariseu era irrepreensível.

“Segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça.

 que há na lei, irrepreensível.” (Fp 3.6).

Imagine alguém que dava o dízimo até da hortelã? Mas, para herdar o reino e ser um vencedor, você deve exceder em muito a justiça dos fariseus.

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.” (Mt 7.21)

            Para sermos salvos, não temos que primeiro fazer a vontade de Deus. Antes precisamos confessar com a boca e crer com o coração. Entretanto, para reinar, temos que fazer a Sua vontade. Quantos crentes podem dizer honestamente que querem fazer a vontade do Senhor? Devemos reconhecer que é possível ser salvo e, ainda assim, não fazer a vontade d’Ele. Desse modo, tal crente não pode dizer que é um vencedor.

“Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele.” (Mt 11.12)

Não é preciso se esforçar porque a salvação é de graça. Mas o reino é adquirido pelas obras e, frequentemente, elas requerem esforço de nossa parte. A Palavra de Deus, reiteradas vezes, mostra-nos que a recompensa é dada segundo as obras de cada crente.

“E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir

 a cada um segundo as suas obras. ”(Ap 22.12)

 

“Ora, o que planta e o que rega são um; e cada um receberá o seu galardão,

segundo o seu próprio trabalho.” (lCo 3.8).

 

“Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não

 para homens, cientes de que recebereis do Senhor a recompensa da herança.

A Cristo, o Senhor, é que estais servindo.” (Cl 3.23,24).

 

“Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida.” (Rm 4.4)

 

A SALVAÇÃO É ETERNA, O REINO DURARÁ MIL ANOS

A salvação não será mais longa para uns que para outros, é mas eterna para todos. Entretanto, o reino dos céus durará o tempo do Milênio e nele uns reinarão e outros serão disciplinados. O reino tem começo e fim; a salvação não.

“E, então, virá o fim, quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder. Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés.”

(lCo 15.24,25)

A SALVAÇÃO NÃO DEPENDE DE SACRIFÍCIO ALGUM, O REINO ÀS VEZES.

IMPLICA EM SOFRIMENTO

A salvação independe do estado de pobreza. Nenhum crente realmente acredita que, para ser salvo, seja preciso vender todos os bens, mas Jesus disse: “é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus” (Mt 19.24).

Ultimamente tem havido muitas pessoas famosas e ricas nas igrejas e jamais ouvi alguém dizendo que, finalmente, o camelo passou no fundo da agulha. A salvação é um presente. Não é necessário doar o que seja com o objetivo de se salvar.

Mas o reino é diferente. Se uma vez salvo, ainda assim, manifestar uma atitude de avareza e amor ao dinheiro, estarei agindo como um derrotado e não serei recompensado. É muito difícil um rico tornar-se um vencedor, por causa do grande amor que devotam ao dinheiro. É raro encontrar um rico que seja, realmente, fiel no dízimo. Eles ofertam grandes quantias, mas que não representam nem os dez por cento do dízimo, quanto mais à justiça excedente exigida pelo reino.

Jesus ensinou:

“Há eunucos de nascença; há outros a quem os homens fizeram tais; e há outros que a si mesmos se fizeram eunucos, por causa do reino dos céus. Quem é apto para o admitir admita.” (Mt 19.12).

         A salvação não se condiciona a estados civis, nem é preciso fazer voto de castidade. Mas para herdar a recompensa, algumas vezes, é necessário. Por exemplo, se você não se casou, deve permanecer virgem até o casamento. De outra forma, será um crente derrotado.

Apocalipse vinte (20) mostra-nos que os mártires receberão o reino, embora não diga que serão os únicos a recebê-lo.(v.4). A. Bíblia, entretanto, nunca nos mostra que o homem deve ser martirizado a fim de receber a vida eterna. O reino, porém, é diferente. Nele requer-se esforço, inclusive o martírio para obtê-lo.

“Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos.” (Ap 20.4)

A SALVAÇÃO É UM PRESENTE, O REINO É UMA CONQUISTA.

Certa vez, a mãe de Tiago e João foi até Jesus com um pedido muito especial, e disse-lhe:

“Senhor, manda que, no teu reino, estes meus dois filhos se assentem, um à tua direita, e o outro à tua esquerda. Mas Jesus respondeu: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu estou para beber? Responderam-lhe: Podemos. Então, lhes disse: Bebereis o meu cálice; mas o assentar-se à minha direita e à minha esquerda não me compete concedê-lo; é, porém, para aqueles a quem está preparado por meu Pai.” (Mt 20.21-23)

         O Senhor não pôde atender ao pedido daquela mãe porque o reino não é algo que se dá, e sim se conquista. O reino é uma recompensa. Eles até disseram ao Senhor que beberiam do cálice; todavia, ainda assim, o Senhor não pôde atender-lhes o pedido. Na cruz, prestes a morrer, um dos ladrões fez-lhe o mesmo pedido:

“Lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.” (Lc 23.42,43)

         O pedido do ladrão envolvia o reino, entretanto, a resposta de Jesus foi com relação à salvação. Referente ao reino, Ele não podia fazer nada, já que o ladrão (que não era bom) não tinha obras, estava se convertendo na hora da morte e, portanto, não teve tempo de fazer algo para o Senhor, que lhe respondeu com relação ao paraíso. É como se dissesse: “Hoje você será salvo, mas com relação ao reino nada pode ser feito”.

Há um engano muito grande na vida da Igreja. Refiro-me ao fato de alguns pensarem que a morte tem algum poder de nos aperfeiçoar. Caso morramos ignorantes, é fato que chegaremos ignorantes e, se morrermos sem obras, assim chegaremos.

“Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham. “(Ap 14.13)

            A morte não tem o poder de nos acrescentar nada. Quem morre criança na fé, assim chega ao céu. Ele não vai adquirir conhecimento num piscar de olhos só porque se livrou do corpo. Quem não teve a oportunidade de fazer algo aqui, não será porque morreu que, repentinamente, terá obras diante do Senhor. Se a morte tivesse o poder de nos acrescentar algo ou de nos transformar, não haveria necessidade do Senhor ter morrido na cruz.

O Milênio será o tempo em que Ele completará a obra na vida de muitos crentes. Ele cumprirá a Sua promessa. Sabemos que muitos morrem sem que a obra esteja completa.

“Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.” (Fp 1.6)

            O Senhor procura frutos, como se vê na passagem da videira em João quinze. Jesus afirma: “Eu sou a videira verdadeira e vocês são os ramos. O meu Pai está procurando frutos e o ramo que não dá fruto ele corta e joga ao fogo” (Jo 15.12).

Quem não der fruto passará pelo fogo da disciplina de Deus no Milênio.

João 15 A Videira e os Ramos

Joao 15.1

[“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. (15:2) Todo ramo que, estando em mim, não dá fruto, ele corta; e todo que dá fruto ele poda, para que dê mais fruto ainda. (15:3) Vocês já estão limpos, pela palavra que lhes tenho falado. (15:4) Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto, se não permanecerem em mim. (15:5) “Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dará muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma. (15:6) Se alguém não permanecer em mim, será como o ramo que é jogado fora e seca. Tais ramos são apanhados, lançados ao fogo e queimados. ]

Pecando aqui ou indo em pecado para lá, estará diante de Deus do mesmo jeito. Ou será disciplinado aqui, ou será disciplinado lá, caso não se arrependa.

O Senhor disse:

“Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás com ele a caminho, para que o adversário não te entregue ao juiz, o juiz, ao oficial de justiça, e sejas recolhido à prisão.” (Mt 5.25)

         O texto afirma que precisamos acertar as coisas com aquele que, com razão, está ofendido conosco. Se protelarmos, pode ser que ele morra e então não haverá como corrigir aqui o problema, ele levará a questão diante do Juiz. O caminho, nesse texto, significa: enquanto estivermos vivos. Se você morrer com algo pendente, no dia do julgamento o Senhor lhe pedirá contas. Se for o caso, poderá haver disciplina e punição. Não se iluda pensando que a morte pode livrá-lo da disciplina de Deus. O Pai disciplina os filhos em qualquer tempo.

Mas a questão não reside apenas na ofensa a alguém, precisamos ser cuidadosos para também não guardarmos rancor. Jesus disse que se não perdoarmos àqueles que nos ofendem, seremos entregues aos verdugos naquele dia.

“E, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que lhe pagasse toda a dívida. Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão.” (Mt 18.34,35)

A VIDA ETERNA É IGUAL PARA TODOS, NO REINO HAVERÁ DIFERENÇA

DE GRADUAÇÃO ENTRE OS CRENTES

Cada um será recompensado de acordo com suas obras. Quem não as tiver, não terá recompensa. Quem executou obras más estará sujeito à correção. No reino, há diversos níveis de graduação. Alguns receberão dez cidades, outros cinco.

 

“Respondeu-lhe o senhor: Muito bem, servo bom; porque foste fiel no pouco, terás autoridade sobre dez cidades. Veio o segundo, dizendo: Senhor, a tua mina rendeu cinco. A este disse: Terás autoridade sobre cinco cidades.” (Lc 19.17-19).

 

         Caberá a alguns meramente uma recompensa, outros, todavia, receberão um galardão. Alguns ganharão uma rica entrada no reino e haverá quem entre no reino sem uma rica entrada.

Pois desta maneira é que vos será amplamente suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.” (2Pe 1.11)

         Portanto, há diferentes graduações no reino. Pelo contrário, nunca haverá uma questão de graduação relativa à vida eterna, que é a mesma para todos. Ninguém receberá dez anos a mais ou a menos do que o outro. Não há diferença na vida eterna, apenas no reino.

O reino e a vida eterna são duas coisas absolutamente diferentes. A condição para a salvação é a fé no Senhor. Além da fé·, não há outra condição, pois todos os requisitos já foram cumpridos pelo Filho de Deus. A morte de Seu Filho satisfez a todas as exigências de Deus. Entrar no reino dos céus é outra questão: requer obras. Hoje, um homem é salvo pela justiça de Deus, todavia não podemos entrar no reino dos céus a menos que nossa justiça exceda a dos escribas e fariseus (Mt 5.20). Salvação é questão de conhecermos a Deus, mas o reino é questão de sermos conhecidos por Ele.

A questão da vida eterna é completamente baseada na obra do Senhor Jesus. Contudo, a questão do reino está baseada nas obras do homem. Evidentemente, elas são feitas na dependência do poder de Deus, contudo, ainda assim, devem ser feitas.

Pode-se ver que até mesmo o reino é, afinal, uma questão de graça. Pois, que obra poderia fazer para Deus por nós mesmos? E se fizemos na força d’Ele, não é maravilhoso que Ele ainda assim nos recompense? A Bíblia diz que Deus não é servido por mãos humanas, mesmo assim nos chama para sermos seus servos e cooperadores (At 17.25).

É um privilégio ser chamado de ajudante de Deus. Pense ainda: que obra poderíamos fazer num nível tão excelente que pudesse agradar o padrão divino daquele que criou os céus e a terra? Pela graça, somente, as fazemos.

E quanto a quem se converteu já idoso e não teve tempo de edificar obras diante de Deus e nem acumular tesouros no céu? Mesmo quem se converteu mais tarde, já idoso, poderá ter uma recompensa igual ao que se converteu mais jovem e teve mais tempo de acumular tesouros no céu, porque Deus olha principalmente a intenção do coração. Podemos ver esse princípio na parábola dos trabalhadores da vinha em Mateus 20:

“Ao cair da tarde, disse o senhor da vinha ao seu administrador: Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, começando pelos últimos, indo até aos primeiros. Vindo os da hora undécima, recebeu cada um deles um denário. Ao chegarem os primeiros, pensaram que receberiam mais; porém também estes receberam um denário cada um. Mas, tendo-o recebido, murmuravam contra o dono da casa, dizendo: Estes últimos trabalharam apenas uma hora; contudo, os igualaste a nós, que suportamos a fadiga e o calor do dia. Mas o proprietário, respondendo, disse a um deles:Amigo, não te faço injustiça; não combinaste comigo um denário? Toma o que é teu e vai-te; pois quero dar a este último tanto quanto a ti. Porventura, não me é lícito fazer o que quero do que é meu? Ou são maus os teus olhos porque eu sou bom? Assim, os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.” (Mt 20.8-16)

A VIDA ETERNA JÁ ESTÁ DEFINIDA, SER VENCEDOR É QUESTÃO EM ABERTO.

A vida eterna já está definida, por isso podemos ter certeza da salvação. Todavia, ser um vencedor é uma questão que está em aberto. Pode-se ser hoje e não sê-lo amanhã, ou vice-versa. Salomão é um exemplo de alguém que começou bem a corrida, mas a terminou mal. Jacó, por outro lado, começou mal a corrida e a terminou bem. A recompensa, portanto, é algo que permanece em aberto e a pessoa que possui uma coroa hoje pode não tê-la amanhã.

“Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.” (Ap3.11)

         É preciso pontuar a diferença entre salvação e recompensa. A salvação vem pela fé; a recompensa, pelas obras. A salvação é eterna; a recompensa dura o Milênio. A salvação nunca se baseia no mérito humano, mas na graça de Deus.

“Ó VÓS, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde, comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite.” Is 55:1

“Jesus respondeu, e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus, e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva” Jo 4:10

 

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.

Não vem das obras, para que ninguém se glorie” Ef 2:9-10

 

“Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo” Tt 3:5

‘E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida.” Ap. 22:17

A recompensa, por outro lado, não é um presente, mas é obtida por boas obras.

“E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra.” Ap 22:12

“Ora, o que planta e o que rega são um; mas cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho.” ICo3:8

 

“E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens, Sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis.

Mas quem fizer agravo receberá o agravo que fizer; pois não há acepção de pessoas.” Cl 3:23-25

 

“Ora, àquele que faz qualquer obra não lhe é imputado o galardão segundo a graça, mas segundo a dívida” Rm 4:4

 

 OS TRÊS JULGAMENTOS

 

Precisamos compreender o que a Palavra de Deus ensina sobre o julgamento do homem. Haverá três julgamentos: o dos crentes no Tribunal de Cristo; o das Nações, por ocasião da volta do Senhor e o do Grande Trono Branco.

  1. I.         O JULGAMENTO DOS CRENTES NO TRIBUNAL DE CRISTO

O julgamento dos crentes não visa condenação, uma vez que eles já possuem a vida eterna.

“Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.” Jo 3.18

“PORTANTO, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.” Rm 8:1

         O do Tribunal de Cristo é uma questão de galardão ou disciplina.

“Porque importa que todos nós compareçamos perante o Tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.” (2Co 5.10)

 

“Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo.

Porque está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim, E toda a língua confessará a Deus.

De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.” Rm 14:10-12

 

“Porque isto é também como um homem que, partindo para fora da terra, chamou os seus servos, e entregou-lhes os seus bens.

E a um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe.

E, tendo ele partido, o que recebera cinco talentos negociou com eles, e granjeou outros cinco talentos.

Da mesma sorte, o que recebera dois, granjeou também outros dois.

Mas o que recebera um, foi e cavou na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor.

E muito tempo depois veio o senhor daqueles servos, e fez contas com eles.

Então aproximou-se o que recebera cinco talentos, e trouxe-lhe outros cinco talentos, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que granjeei com eles.

E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.

E, chegando também o que tinha recebido dois talentos, disse: Senhor, entregaste-me dois talentos; eis que com eles granjeei outros dois talentos.

Disse-lhe o seu SENHOR: Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.

Mas, chegando também o que recebera um talento, disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste;

E, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.

Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: Mau e negligente servo; sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei?

Devias então ter dado o meu dinheiro aos banqueiros e, quando eu viesse, receberia o meu com os juros.

Tirai-lhe pois o talento, e dai-o ao que tem os dez talentos.

Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância; mas ao que não tiver até o que tem ser-lhe-á tirado.

Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes.” Mt 25:14-30

 

 

“Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele.

Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha,

A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um.

Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão.

Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo.” ICo 3:10-15.

        Os salvos serão julgados no Tribunal de Cristo, enquanto os ímpios serão julgados por Deus no julgamento do Grande Trono Branco.

O julgamento dos crentes no Tribunal de Cristo será antes do Milênio, por ocasião da Sua vinda e o julgamento dos ímpios será depois do Milênio. O julgamento dos crentes não é para perdição e sim para recompensa, mas o dos ímpios é para condenação.

A Palavra de Deus não deixa dúvidas: “todos compareceremos perante o tribunal de Deus [...]

“Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo.

Porque está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim, E toda a língua confessará a Deus.

De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.” Rm 14:10-12

“Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e, então, retribuirá a cada um conforme as suas obras” (Mt 16.27).

 

 

            Embora tenhamos sido salvos, ainda assim, seremos julgados por Deus. Tal fato não tem relação alguma com o inferno, é um julgamento para galardão.

“Eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras.” (Ap 22.12)

 

“Nada julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não somente trará

à plena luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os

desígnios dos corações;

 e, então, cada um receberá o seu louvor da parte de Deus.” (1Co 4-5).

            Se há recompensa, logicamente, há também a punição .

“Ora, nós conhecemos aquele que disse: A mim pertence a vingança; eu retribuirei.

E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. Horrível coisa é cair nas mãos

do Deus vivo.” (Hb 10.30,31)

        Naturalmente, quando confessamos os nossos pecados, eles são perdoados e não há mais registro deles diante de Deus. O problema é se praticamos coisas dignas de reprovação ou violamos um mandamento, mesmo que dos menores, e ainda ensinamos aos irmãos. Essa pessoa será disciplinada e considerada. Mínima no reino. Jesus disse:

“Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim

ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus.”   (Mt 5.19)

 

 

        Esse julgamento dos crentes é representado na parábola dos talentos (Mt 25.14-30). Ao final, o Senhor virá para acertar as contas com os Seus servos. Será o Tribunal de Cristo. Observe que ,naquela parábola, os servos não foram julgados pela fé que tiveram; eles foram julgados pela obra, ou seja, se eles souberam ou não administrar o talento. O problema é que um dos servos enterrou o talento. Ele não fez algo pecaminoso como adulterar, roubar ou matar. Ele nem mesmo perdeu o talento que havia recebido, apenas o enterrou. Deixou-o intacto e inerte. Todavia, foi obrigado a prestar contas da sua infidelidade e foi disciplinado (Mt 25.14-30).

A Palavra de Deus nos mostra, em Lucas, não somente a possibilidade da perda de recompensa, mas a possibilidade dos açoites.

“Aquele servo, porém, que conheceu a vontade de seu senhor e não se aprontou,

nem fez segundo a sua vontade será punido com muitos açoites.

Aquele, porém, que .não soube a vontade do seu senhor e fez coisas dignas

de reprovação levará poucos açoites. Mas àquele a quem muito foi dado,

muito lhe será exigido; e àquele a quem muito se confia,

muito mais lhe pedirão.” (Lc 12.47,48).

Paulo disse:

“Manifesta se tornará a obra de cada um; pois o Dia a demonstrará,

porque está sendo revelada pelo fogo; e qual seja

a obra de cada um o próprio fogo o provará. Se permanecer

a obra de alguém que sobre o fundamento edificou, esse

receberá galardão; se a obra de alguém se queimar, sofrerá

ele dano; mas esse mesmo será salvo, todavia, como que através do fogo. “

(lCo 5.15)

Como pode alguém sofrer dano pelo fogo sem ter nenhum tipo de sofrimento? Vejamos:

“Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora, à semelhança do ramo, e secará; e o apanham, lançam no fogo e o queimam.” (Jo 15.6)

            Não permanecer no Senhor e ser lançado fora ou no fogo são experiências de disciplina e punição diante de Deus. Se um crente cai em pecado e é falho em se arrepender, poderá ser disciplinado por Deus. O pecado na vida de um ímpio é pecado, mas o pecado na vida de um crente é igualmente pecado. Os crentes que souberam e não fizeram a vontade d’Ele, receberão muitos açoites. Os crentes que não souberam e não fizeram a vontade de Deus receberão poucos. Naturalmente, os açoites são apenas uma ilustração humana da disciplina que receberemos naquele dia se não fizermos Sua vontade hoje. Aquele que possui mais luz tem maior responsabilidade.

II – O JULGAMENTO DAS NAÇÕES POR OCASIÃO DA VOLTA DE CRISTO

O Julgamento das Nações dar-se-á de acordo com a forma como cada nação tratará os judeus e os cristãos perseguidos pelo anticristo durante a grande tribulação (Mt 25.31-46; Ap 16.12-16; 19.11-21). Esse segundo julgamento está em Mateus 25, e é conhecido por Julgamento das Nações. Quando o Senhor Jesus voltar, as nações continuarão existindo sobre a Terra. Nem todas as pessoas morrerão durante a Grande Tribulação. Assim, aqueles que não morrerem serão julgados por Ele na Sua vinda. Na segunda parte deste livro, teremos um estudo detalhado do Julgamento das Nações.

III – O JULGAMENTO DO GRANDE TRONO BRANCO

È o julgamento daqueles que morreram sem Cristo. Eles ressuscitarão ao final do Milênio e serão lançados vivos no lago de fogo e enxofre. Não existe tal coisa como juízo universal na Palavra de Deus. Ele não mistura platéias. Cada julgamento dirige-se para um tipo de gente, o Julgamento do Tribunal de Cristo é somente para os servos, e acontecerá logo que o Senhor voltar, quando todos os crentes ressuscitarão. O do Grande Trono Branco, por sua vez, ocorrerá depois do Milênio.

“Vi um grande trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros.Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros. Deu o mar os mortos que nele estavam. A morte e o além entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados, um por um, segundo as suas obras. Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo.” (Ap 20.11-15)

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